18/05/2026 14:54:00
Proteína animal: entenda como protocolos europeus pressionam exportadores brasileiros
Brasil precisa atualizar informações junto aos órgãos reguladores
Presidente da Adial afirma que o Brasil já atende às exigências sanitárias, mas precisa atualizar informações junto aos órgãos reguladores para evitar impactos ao setor.
A discussão sobre proteína animal brasileira no mercado europeu ganhou atenção diante da necessidade de atualização de protocolos sanitários até setembro. Para Edwal Portilho, presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), o Brasil já cumpre as exigências atuais, mas precisa reforçar a comunicação técnica com os órgãos reguladores internacionais para preservar mercados estratégicos.
Proteína animal brasileira já segue protocolos, diz Adial
Segundo Edwal Portilho, a preocupação central não está na falta de controles no Brasil, mas na defasagem das informações apresentadas à Europa. O dirigente afirma que o país já atende aos protocolos exigidos para exportação de proteína animal. “Importante ressaltar que o Brasil já atende a todos os protocolos. A Europa é um dos mercados mais exigentes”, declarou o presidente da Adial.
A entidade representa cerca de 85% do PIB agroindustrial de Goiás e acompanha os efeitos de medidas sanitárias sobre cadeias exportadoras do Centro-Oeste.
Bovinos, aves e suínos concentram maior atenção
Questionado sobre quais cadeias poderiam ser mais afetadas, Portilho citou principalmente bovinos, aves e suínos, segmentos que, segundo ele, estão entre os produtos de proteína animal mais exportados pelo Brasil. “Tanto o protocolo para bovinos, aves e suínos, que são os produtos mais exportados de proteína animal, já é muito mais moderno”, afirmou.
Embora a pergunta inicial também mencione ovos, mel, pescados e derivados, o entrevistado concentrou sua análise nas carnes bovina, suína e de aves. Ele também destacou que o mercado europeu não é o maior comprador da carne bovina brasileira, mas continua sendo relevante para a estratégia comercial do setor.
Protocolos europeus estariam desatualizados há 20 anos
De acordo com Portilho, a Frente Parlamentar da Agricultura constatou, em visita à Europa, que o protocolo brasileiro apresentado há cerca de 20 anos ainda estaria sendo usado como referência e não teria sido renovado. “Acontece que foi constatado, até via Frente Parlamentar da Agricultura, numa visita à Europa, que o protocolo apresentado há 20 anos é o mesmo que está lá e não foi renovado”, disse.
Segundo ele, o Ministério da Agricultura estaria informando as atualizações sobre o que o Brasil pratica hoje, incluindo o que é permitido e o que não é permitido na produção nacional.
Atualização até setembro é vista como caminho para evitar impacto
Para o presidente da Adial, a expectativa é que a situação seja resolvida até setembro, sem interrupção relevante no fluxo comercial. “Certamente, em setembro já estará tudo sanado para continuidade”, afirmou Portilho.
Ainda assim, ele reconhece que eventual restrição poderia gerar impacto em volume e valores. O dirigente não detalhou números, mas avaliou que a manutenção de mercados abertos é essencial para reduzir riscos em um cenário de oscilação da demanda internacional.
Na avaliação de Portilho, preservar o acesso ao mercado europeu é importante mesmo quando outros destinos têm maior participação nas compras de proteína animal brasileira. “É importante manter esses mercados porque outros mercados também oscilam em suas demandas. A gente tem que estar com o máximo possível de mercado aberto para valorizar nosso produto internamente, para que o produtor e a cadeia possam ser bem remunerados”, declarou.
O dirigente também citou Japão, Europa e Estados Unidos como mercados exigentes, além de mencionar a ampla presença da carne suína e de aves brasileira no comércio internacional.
Setor quer evitar uso político de exigências sanitárias
Portilho defendeu que medidas sanitárias devem ser usadas apenas quando houver situação sanitária concreta. Para ele, o Brasil precisa manter informações atualizadas junto aos órgãos reguladores para evitar questionamentos indevidos. “Nós temos que estar muito atentos e comprovar realmente o que temos feito, para que medidas como essa não sejam utilizadas por força política, e sim somente quando ocorrer alguma situação sanitária”, afirmou.
O presidente da Adial concluiu que o país já conhece os protocolos mais exigentes do mundo e precisa continuar blindando sua posição técnica. Para frigoríficos, produtores rurais e exportadores, o ponto central será garantir que a atualização documental avance antes de setembro, preservando a previsibilidade das vendas externas e a remuneração da cadeia produtiva.
Foto: Agência Brasil
Por: Aline Merladete / Agrolink
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