08/05/2026 16:48:00

Noz-pecã: safra pode chegar a 8 mil toneladas no Brasil

Pecanicultura cresce no Rio Grande do Sul

Noz-pecã: safra pode chegar a 8 mil toneladas no Brasil - Notícias - Mato Grosso digital
A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi realizada nesta sexta-feira (8) em Nova Pádua, reunindo produtores, pesquisadores e representantes do setor para discutir os desafios e perspectivas da pecanicultura no estado. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade do produtor Arlindo Marostica.
 
 
Durante o evento, foi lançado o livro “Nogueira-pecã”, produzido pela Embrapa, com participação de 82 autores. A obra está disponível gratuitamente na internet e terá versão impressa apresentada durante o Encontro Nacional de Pecanicultura, marcado para os dias 12 e 13 de novembro, em Bento Gonçalves.
 
 
O tema da irrigação em pomares de nogueira-pecã esteve entre os principais assuntos debatidos. O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria, destacou a importância da irrigação para a estabilidade produtiva da cultura. Segundo ele, o investimento em sistemas de irrigação impacta diretamente na produtividade dos pomares.
 
 
O produtor Arlindo Marostica apresentou os resultados obtidos em sua propriedade após a adoção da irrigação. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Jaceguay Bastos, ressaltou a importância do suporte técnico e científico para o desenvolvimento da atividade. Ele citou a atuação da Embrapa como referência no apoio aos produtores.
 
 
Durante a apresentação, Jaceguay Bastos também abordou os princípios da irrigação e a necessidade de projetos adaptados às características de cada propriedade. O especialista ainda tratou do ponto ideal de colheita da noz-pecã nos ciclos precoce, médio e tardio, além de aspectos ligados à qualidade da fruta.
 
 
O ex-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Eduardo Basso, apresentou dados sobre custos, produtividade e preços da noz-pecã, destacando a relação entre aumento de produtividade e rentabilidade da atividade.
 
 
O presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pelo setor demonstra o fortalecimento da cultura no estado. “Ver muitas pessoas querendo conhecer mais o nosso IBPecan mostra o amadurecimento da cultura cada vez mais dentro do nosso estado”, ressaltou.
 
 
Wallauer também reforçou o papel do instituto no desenvolvimento da pecanicultura. “E faço um apelo a quem ainda não é sócio: que se associe, faça parte do IBPecan, que só é grande com vocês juntos fazendo parte, trazendo as suas demandas, os seus anseios, a sua cultura e um pouquinho do que vocês desejam junto com a produção da noz-pecã”, concluiu.
 
 
O secretário da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Márcio Madalena, destacou a relevância do Rio Grande do Sul na produção nacional da cultura. “É uma cultura que vem crescendo em produção e que não tenho dúvida de que vamos nos consolidar como um grande produtor no cenário mundial. E para isso é importante nos posicionarmos de forma efetiva perante o mercado. Precisamos colocar a pauta da noz-pecã nos acordos internacionais, porque o Estado tem potencial, e a Secretaria da Agricultura é parceira para essas discussões”, destacou o secretário.
 
 
Madalena também enfatizou a importância da irrigação e do programa Programa Irriga+RS no apoio aos produtores rurais. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.
 
 
Após os debates e pronunciamentos, os participantes acompanharam o ato simbólico de abertura da colheita na propriedade de Arlindo Marostica. A expectativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.
 
 
A abertura oficial foi promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater/RS-Ascar e da Embrapa.
 
 
 
 
Foto: Divulgação
Por: Seane Lennon / Agrolink
 
 
 
 
 
 

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