24/11/2021 07:45:00

Sarna humana: entenda os sintomas e como evitar a doença

Após um bebê de 2 meses ser internado por causa da sarna humana, especialista chama atenção aos cuidados necessários para evitar a contaminação

Sarna humana: entenda os sintomas e como evitar a doença - Notícias - Mato Grosso digital

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sarna, ou escabiose, é uma doença causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei que provoca muita coceira. O indivíduo contaminado, ao coçar muito, fica com escoriações. Esses pequenos ferimentos podem ser tomados por bactérias e desencadear infecções secundárias, podendo ser leves, moderadas ou muito graves.

 

A dermatologista Soraya Neves Marques Barbosa dos Santos, cooperada da Unimed-BH, explica que é uma patologia contagiosa, por isso, é essencial ficar atento aos hábitos de higiene, às pessoas que moram no mesmo domicílio ou às pessoas com quem se convive.

 

Exemplificando, a médica citou o caso do bebê de 2 meses internado, no litoral de São Paulo. A mãe relatou que toda a família está com a infecção, mas ela e o bebê são os que apresentam mais bolhas causadas pelo ácaro. “Não adianta nada tratar só o doente em si e não tratar a comunidade em que ele vive, ou as pessoas com quem convive. Também não adianta fazer o tratamento, tomar remédios, usar pomadas, e não mudar os hábitos de higiene”, ressalta.

 

Para prevenir a escabiose, é necessário lavar as roupas, passá-las, tomar banho diariamente, trocar e higienizar as roupas de cama. Existem dois tipos de tratamento: o tópico, que consiste em administrar o medicamento diretamente sobre a lesão cutânea, e o tratamento via oral. Vale lembrar que um não exclui o outro, tudo vai depender do estágio da infecção.

 

Por ter uma disseminação muito rápida e poder infectar uma pessoa mais de uma vez – como a mãe do bebê que, em entrevista ao G1, contou ter a infecção pela segunda vez – Soraya enfatiza que é sim possível haver novos surtos da doença e aumento do número de infectados, como está acontecendo no litoral de SP.

 

“Ressalto novamente a importância da higiene diária e do tratamento de toda a comunidade, se não for assim, não haverá um extermínio dos casos e das reinfecções”, concluiu a dermatologista.

 

 

 

 

 

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