14/05/2024 08:00:00

Embraer: aviação executiva compensa atrasos em defesa e garante 1º tri positivo

Dificuldades na cadeia de suprimentos atrasaram produção das unidades C-390, mas entregas na área comercial elevaram receitas

Embraer: aviação executiva compensa atrasos em defesa e garante 1º tri positivo - Notícias - Mato Grosso digital

A despeito da sazonalidade, a Embraer (EMBR3) comemorou os bons resultados obtidos no primeiro trimestre. As receitas da empresa totalizaram US$ 4,5 bilhões, representando um avançou de 19% frente a igual período do ano anterior e a carteira de pedidos firmes atingiu US$ 21,1 bilhões, a maior em sete anos. A companhia também registrou o maior número de vendas, entregas e receitas (US$ 1,2 bilhão) para o período na aviação executiva.

 

Segundo o CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, a empresa ainda tem um sólido cronograma de entregas para sustentar o crescimento das receitas nos próximos anos, sobretudo após o acordo com a American Airlines, que anunciou a encomenda de 90 aeronaves do modelo E175, com 43 direitos de compra adicionais. “Isso demonstrou um potencial ainda forte para esse modelo de aeronave no mercado americano”, diz Gomes Neto.

 

Avião de transporte militar da Embraer (Divulgação)

 

A empresa também reforçou a importância da parceria com a Royal Jordanian, que prevê a entrega de duas aeronaves E195-E2 – o acordo geral engloba a encomenda de oito aeronaves, mas seis serão entregues a partir da Azorra, companhia de leasing norte-americana.

 

“Temos atualmente campanhas de vendas concretas para mais de 200 aeronaves em todo o mundo, tanto para as nossas famílias de jatos E1 como E2, bem como para as nossas aeronaves militares”, diz o executivo.

 

Receita recua na área de defesa

A área de defesa e segurança, no entanto, foi impactada, segundo o CEO, pela fricção persistente na cadeia de suprimentos, que atrasou a produção das unidades C-390 e levou a um declínio na margem bruta no primeiro trimestre do ano. A receita neste segmento totalizou US$ 400 milhões, queda de 21% frente a igual período do ano anterior.

 

“Observamos melhorias na cadeia de suprimentos de 2022 para cá, mas ainda há desafios em componentes específicos que estão limitando a nossa produção e causando atrasos. Não estão entregando as peças dentro do prazo, então tivemos de fazer alguns ajustes no nosso cronograma de produção, o que acaba afetando nossa produtividade e colocando em risco algumas entregas”, apontou Gomes Neto.

 

eVTOL

A Embraer estima que a Eve, sua subsidiária fabricante dos eVTOLs, o modelo de “carro voador” da empresa, deverá ganhar corpo nos próximos trimestres. Em 2024, a estimativa é investir entre US$ 130 milhões e US$ 170 milhões no projeto. “Já selecionamos mais de 90% dos fornecedores de componentes e concluímos com sucesso um teste de gerenciamento de tráfico aéreo urbano.

 

A empresa está no caminho certo para realizar as próximas etapas de desenvolvimento: a conclusão da montagem do primeiro protótipo, os testes iniciais, e a definição de sua base de certificação”, disse Gomes Neto. “Também iniciamos a definição da configuração de nossa fábrica de eVTOL.”

 

 

 

 

Por: Felipe Mendes/InfoMoney

 

 

 

 

 

 

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