20/04/2026 14:12:00
Exportações de carne bovina desaceleram
China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira
Segundo informações divulgadas pela Abrafrigo, o ritmo de crescimento das exportações brasileiras de carne bovina desacelerou em março de 2026 na comparação com os meses anteriores. Ainda assim, o setor registrou avanço expressivo nas receitas, impulsionado pela valorização dos preços no mercado internacional.
Dados compilados pela associação mostram que os embarques de carne bovina in natura totalizaram 233,79 mil toneladas em março, alta de 8,95% frente ao mesmo mês de 2025. Apesar do crescimento, o desempenho ficou abaixo dos registrados em janeiro e fevereiro, quando os aumentos foram mais robustos.
Por outro lado, a receita atingiu US$ 1,36 bilhão no mês, avanço de 29,14% na comparação anual. O movimento reflete a valorização da proteína brasileira no exterior, influenciada pela alta da arroba do boi gordo e pela variação cambial.
No consolidado do setor — incluindo carne industrializada e subprodutos — o faturamento chegou a US$ 1,476 bilhão em março, mesmo com recuo de 6,65% no volume total embarcado.
Primeiro trimestre mantém crescimento
No acumulado de janeiro a março, as exportações totais do setor alcançaram US$ 4,32 bilhões, crescimento de 32,29% em relação ao mesmo período de 2025. Em volume, o avanço foi de 10,98%, somando 827,64 mil toneladas.
Considerando apenas a carne bovina in natura, o desempenho foi ainda mais expressivo:
- Receita: US$ 3,98 bilhões (+37,45%)
- Volume: 700,98 mil toneladas (+19,92%)
O preço médio da tonelada exportada também subiu, chegando a US$ 5.642 — alta de 14,61% na comparação anual.
A China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira no primeiro trimestre, com compras de US$ 1,816 bilhão e participação superior a 45% nas receitas. O volume embarcado ao país asiático cresceu 39,35%, totalizando 325,68 mil toneladas.
Mercados que apresentaram crescimento:
- Estados Unidos: alta de 60,96% em receita
- União Europeia: crescimento de 29,48%
- Chile, Rússia e México: aumentos expressivos tanto em volume quanto em valor
O cenário indica uma diversificação da demanda internacional, mesmo com a forte dependência do mercado chinês. Apesar dos números positivos, o setor enfrenta um contexto de comparação desafiador. Os resultados de 2025 foram marcados por recordes sucessivos, o que reduz a expectativa de manutenção de taxas elevadas de crescimento ao longo de 2026.
Além disso, a redução no ritmo de expansão do volume pode indicar um ajuste natural do mercado, enquanto os preços seguem sustentando o faturamento.
Foto: Pixbay
Por: Aline Merladete / Agrolink
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