06/07/2026 16:28:00

Dependência de fertilizantes importados, alta nos custos e incertezas globais impulsionam manejo biológico, fisiológico e nutricional no campo

Importância de soluções integradas voltadas à redução da dependência de importados

Dependência de fertilizantes importados, alta nos custos e incertezas globais impulsionam manejo biológico, fisiológico e nutricional no campo - Notícias - Mato Grosso digital
Em meio à alta global dos fertilizantes e às incertezas que continuam pressionando o abastecimento mundial desses insumos, produtores brasileiros iniciam o planejamento da próxima safra diante de um cenário de custos elevados e maior volatilidade do mercado. Atualmente, cerca de 88% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados, cenário agravado nos últimos meses pelo fechamento do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa aproximadamente um terço do comércio mundial desses produtos, e pelas restrições chinesas às exportações de fosfatados, em um mercado ainda impactado pelos desdobramentos da guerra entre Rússia e Ucrânia.
 
 
Embora o Estreito de Ormuz esteja em processo de reabertura, a expectativa é de que os impactos sobre preços, oferta e logística dos fertilizantes persistam pelos próximos meses, mantendo o mercado sob pressão. Diante desse contexto, cresce no campo a adoção de manejos voltados ao melhor aproveitamento nutricional das plantas, incluindo tecnologias ligadas à fixação biológica de nitrogênio (FBN), solubilização de fósforo, estímulo ao desenvolvimento radicular e fisiologia vegetal
 
 
O avanço dessas soluções ganhou projeção internacional nos últimos anos por meio dos trabalhos da pesquisadora brasileira Mariangela Hungria, da Embrapa, premiada em 2025 com o World Food Prize, considerado o “Nobel da Agricultura”, pelas pesquisas relacionadas à FBN e ao uso de microrganismos na agricultura tropical. No Brasil, tecnologias como inoculantes biológicos já são utilizadas em mais de 40 milhões de hectares, gerando economia estimada entre US$ 25 bilhões e US$ 40 bilhões anuais aos produtores rurais, além de reduzir significativamente a dependência de fertilizantes nitrogenados minerais.
 
 
“Esse reconhecimento reforça o potencial agronômico de manejos capazes de ampliar a eficiência nutricional das plantas e aumentar a resiliência produtiva das lavouras em um cenário de custos elevados e instabilidade global. Hoje, o produtor precisa olhar para a eficiência do sistema produtivo como um todo, combinando ferramentas biológicas, nutricionais e fisiológicas para melhorar o aproveitamento dos nutrientes disponíveis e aumentar a segurança produtiva da lavoura”, explica Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de Marketing e Desenvolvimento Técnico da Agrocete, multinacional brasileira especializada em fisiologia vegetal, biológicos e eficiência nutricional.
 
 
Manejo integrado e Construção da Produtividade — É dentro dessa premissa que a Agrocete desenvolveu o conceito da Construção da Produtividade, fruto de mais de 330 estudos científicos conduzidos em parceria com cerca de 90 instituições de pesquisa, estruturado em três pilares: Plantio, Vigor e Enraizamento; Arranque e Força no Crescimento; e Tecnologia de Aplicação. No contexto da crise de fertilizantes, o conceito ganha dimensão econômica direta: uma planta bem nutrida desde a germinação, com microrganismos ativos na rizosfera e sistema radicular capaz de explorar o perfil do solo em profundidade, absorve e aproveita mais os insumos aplicados.
 
 
A proposta é sustentada por um portfólio de mais de 70 produtos voltados a diferentes etapas do ciclo produtivo, posicionados de acordo com cada fase do desenvolvimento das culturas e das demandas específicas do campo. Além das tecnologias ligadas à fisiologia vegetal, nutrição e biológicos, a empresa também atua na eficiência das aplicações, com soluções voltadas à qualidade da pulverização que auxiliam na melhor deposição, espalhamento, absorção e aproveitamento de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares, reduzindo perdas por deriva, evaporação e escorrimento e potencializando a eficiência das aplicações ao longo de todo o ciclo produtivo.
 
 
Na última safra (2024/2025), a Agrocete realizou 89 estudos em dez estados brasileiros, em diferentes sistemas produtivos e condições de cultivo, para validar a aplicação dos três pilares em condições reais de campo. Os resultados demonstraram ganhos médios de produtividade de até 13,2% nas áreas que adotaram o tratamento com o portfólio integrado, frente às áreas sob manejo padrão. Na soja, os incrementos chegaram a 5,4 sc/ha; no milho, a 18,9 sc/ha; e, na cana-de-açúcar, a 14 t/ha.
 
 
“Diante do cenário atual, em que cada real investido em fertilizante precisa se converter em produtividade real, o produtor deve olhar para o manejo como algo a ser construído ao longo de todo o ciclo. Cada bactéria, cada nutriente e cada ferramenta têm uma função específica e um momento certo de atuar”, afirma a diretora.
 
 
Os produtos em campo — Entre as soluções posicionadas dentro desse manejo integrado, destaca-se o GRAP NOD PHOS, biológico multifuncional voltado para soja e milho que combina solubilização de fósforo, fixação biológica de nitrogênio complementar e promoção de crescimento. A formulação reúne estirpes de Pseudomonas fluorescens, responsável pela solubilização do fósforo retido no solo, e Azospirillum brasilense, ligado à fixação complementar de nitrogênio e à produção de fitohormônios que estimulam o enraizamento.
 
 
No milho, os ensaios registraram ganhos médios de 18,3 sacas por hectare (+23%), aumento de 40% na massa seca de raízes e elevação dos teores foliares de fósforo e nitrogênio em 22% e 15%, com adubação fosfatada reduzida em 50% e produtividade equivalente à das áreas com 100% do fertilizante. Na soja, os resultados apontaram incrementos médios de 8,6 sacas por hectare na mesma condição, com aumento de 32% no número de nódulos por planta e elevação de 59% no teor foliar de fósforo.
 
 
Dentro do manejo integrado, o NOD PHOS é recomendado em coinoculação com o GRAP NOD L+, inoculante líquido à base de Bradyrhizobium japonicum e Bradyrhizobium diazoefficiens responsável pela FBN principal na soja. Enquanto o NOD L+ atua no fornecimento biológico de nitrogênio via nodulação, o NOD PHOS complementa o processo ao estimular o sistema radicular e ampliar a disponibilidade de fósforo no solo.
 
 
O GRAP STPRO completa a base do manejo na soja, no milho e demais culturas, atuando no suporte fisiológico ao estabelecimento inicial da lavoura e à própria FBN. Formulado com cobalto e molibdênio, micronutrientes essenciais para a formação da leghemoglobina e para as enzimas ligadas à assimilação do nitrogênio, contribui para uniformização do stand, vigor desde a germinação e formação de raízes mais profundas.
 
 
“Quando falamos em produtividade, não estamos falando apenas de aumentar a produção, mas de construir sistemas agrícolas mais eficientes e menos dependentes das oscilações externas. Em um ambiente de incertezas globais, a capacidade de utilizar melhor os recursos disponíveis e tomar decisões baseadas em ciência passa a ser um diferencial competitivo para o produtor rural. É por isso que investimos no desenvolvimento de soluções que atuam de forma complementar, desde o estabelecimento inicial da lavoura até o melhor aproveitamento dos nutrientes disponíveis, contribuindo para que o produtor alcance resultados mais consistentes e sustentáveis”, conclui Andrea de Figueiredo Giroldo, diretora de marketing e desenvolvimento da Agrocete.
 
 
 
 
Foto: Canva
Por: Agrolink & Assessoria
 
 
 
 
 
 

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