20/10/2026 16:22:00

Brasil fatura US$ 354,2 milhões com exportações de frutas no trimestre

Manga, uva e abacate impulsionam exportações brasileiras de frutas

Brasil fatura US$ 354,2 milhões com exportações de frutas no trimestre - Notícias - Mato Grosso digital
As exportações brasileiras de frutas cresceram 8% em faturamento no terceiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 354,2 milhões, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). Apesar do avanço na receita, o volume embarcado recuou 7,5%, para 268,8 mil toneladas, com destaque para o desempenho positivo da manga, da uva e do abacate.
 
 
O resultado mostra que a fruticultura brasileira conseguiu ampliar a receita obtida no mercado internacional mesmo com a redução da quantidade exportada. No período, o faturamento passou de US$ 328,1 milhões para US$ 354,2 milhões, enquanto os embarques caíram de 290,6 mil para 268,8 mil toneladas.
 
 
A diferença entre os indicadores também aparece no valor médio por tonelada exportada, que aumentou aproximadamente 16,8%, passando de US$ 1.129 para US$ 1.318. Segundo os dados divulgados pela Abrafrutas, esse movimento pode estar relacionado a mudanças na composição dos produtos vendidos, nos preços praticados e nos mercados atendidos. O desempenho reforça a importância de acompanhar não apenas o volume físico das exportações, mas também a receita gerada, a composição das vendas e a capacidade de atender às exigências dos compradores internacionais.
 
 
Entre as principais frutas exportadas pelo Brasil, a manga apresentou um dos resultados positivos mais expressivos no terceiro trimestre de 2026. Segundo dados divulgados pela Abrafrutas, o faturamento com a fruta aumentou 35%, passando de US$ 97,3 milhões para US$ 131,4 milhões.
 
 
O volume embarcado também cresceu, com alta de 14,1%, de 83,3 mil para 95 mil toneladas. O desempenho indica avanço tanto na receita quanto na quantidade comercializada no mercado internacional.
 
 
A uva também registrou crescimento nos dois indicadores. O faturamento passou de US$ 16,8 milhões para US$ 19,7 milhões, alta de 17,4%. Já o volume exportado aumentou 6,3%, de 6,8 mil para 7,3 mil toneladas.
 
 
O abacate apresentou a maior expansão percentual entre as frutas destacadas. A receita cresceu 81,8%, passando de US$ 7 milhões para US$ 12,6 milhões. Em volume, os embarques avançaram 140,9%, de 3,8 mil para 9,2 mil toneladas.
 
 
Segundo os dados divulgados pela Abrafrutas, os números mostram uma ampliação significativa das exportações brasileiras de abacate no período. Outros produtos também apresentaram resultados positivos, embora os dados fornecidos não detalhem quais foram essas frutas. A avaliação aponta a competitividade, a qualidade dos produtos, a abertura de novos mercados e a diversificação dos destinos como fatores importantes para ampliar as oportunidades comerciais da fruticultura brasileira.
 
 
Apesar do crescimento da receita total das exportações brasileiras de frutas, algumas culturas registraram retração no terceiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela Abrafrutas.
 
 
O melão apresentou queda de 22,5% no faturamento e de 25,3% no volume embarcado. A melancia também teve resultado negativo, com redução de 20,8% na receita e de 26,1% na quantidade exportada.
 
 
No caso dos limões, o faturamento recuou 8,7%, enquanto o volume embarcado diminuiu 18,3%. A banana apresentou as maiores retrações entre as frutas citadas, com queda de 55,5% na receita e de 59% no volume exportado.
 
 
Os resultados evidenciam diferenças no desempenho das culturas que compõem a pauta exportadora da fruticultura brasileira. Enquanto manga, uva e abacate ampliaram as vendas externas, melão, melancia, limão e banana registraram redução nos indicadores.
 
 
O balanço do trimestre mostra, portanto, que o crescimento da receita total não foi acompanhado por um aumento generalizado dos embarques. A evolução das exportações brasileiras de frutas depende do desempenho de cada produto, dos valores obtidos nas vendas e das condições de acesso aos mercados internacionais.
 
 
 
 
Foto: Pixabay
Por:  Seane Lennon / Agrolink
 
 
 
 
 
 
 

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