22/11/2021 07:55:00

1º Prêmio Mato-grossense Tereza de Benguela será nesta quinta-feira (18), no Teatro Zulmira Canavarros

Iniciativa prevê homenagear mulheres negras em 22 áreas culturais; entrada é gratuita e aberta ao público geral.

1º Prêmio Mato-grossense Tereza de Benguela será nesta quinta-feira (18), no Teatro Zulmira Canavarros - Notícias - Mato Grosso digital
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Coletivo Herdeiras do Quariterê e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promovem, nesta quinta-feira (18), às 19h, no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros, o 1º Prêmio Mato-grossense Tereza de Benguela, que irá homenagear mulheres negras em 22 áreas de atuação.
 
A entrada é gratuita e aberta a todos os interessados. Há uma programação intensa, recepcionada com exposições de artes plásticas, aberta com performances e finalizada com o show nacional da cantora Ana Cacimba. Será a primeira apresentação do espetáculo Cura com plateia presencial.
 
São 98 mulheres candidatas aos 22 prêmios, selecionadas de um universo de mais de 200, número insuficiente ainda para contemplar a riqueza de produção e de representatividade das mulheres negras em Mato Grosso, conforme registra a organização do prêmio.
 
Este primeiro prêmio é simbólico, um início, que marca também o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro. A intenção é que seja anual e, aos poucos, possa homenagear outras mulheres.
 
Uma das organizadoras, Silviane Lopes, explica que o objetivo do prêmio é valorizar as mulheres negras mato-grossenses, herdeiras de Tereza de Benguela, líder do Quilombo do Quariterê, localizado em Vila Bela da Santíssima Trindade, no século XVIII.
 
As mulheres serão premiadas nas áreas Cientista Destaque; Projetos Inovadores Afro Cultura; Cultura e Arte; Política; Ativista; Líder Equidade Racial; Afroempreendedorismo Destaque; Quilombola Griot; Axé Terreiros; Jovem Tereza Destaque; Resistência; Líder Coletivo; Liderança Quilombola Destaque; Ativistas do Direito; Atuação Negra LGBTQIA+; Ancestralidade; Jovem Produtora Cultural – Áudio Visual; Música Afro; Artes Visuais; Mulher Política em Terras Quilombolas; Atuação Intergeracional; e Produção Coletiva de Literatura Negra em Mato Grosso. Haverá, ainda, entregas de moções de aplausos e de uma honraria ancestral.
 
“O prêmio foi pensado para que outras Terezas sejam reconhecidas, homenageadas, porque, nesta base piramidal da exclusão social, a mulher negra é a que mais sofre todas as precariedades, todas as vulnerabilidades”, contextualiza Silviane, complementando que a iniciativa “veio para mostrar não só as mazelas, mas também as potencialidades dessas mulheres”.
 
O presidente da ALMT, Max Russi (PSB), destacou a relevância da realização do evento. “A Assembleia Legislativa existe justamente para corrigir injustiças sociais, abrir espaço para o diálogo e para a construção democrática. Quando fomos procurados pelo Coletivo Herdeiras do Quariterê, nos comprometemos de pronto. Afinal, Mato Grosso tem grande riqueza cultural e sabemos da importância das mulheres negras em nossa história e em nosso presente. Este prêmio vem reconhecer e valorizar essas mulheres”.
 
A diretora da Assembleia Social, gestora do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros também registrou a honra de receber tão grandioso evento. “O nosso palco, o nosso teatro é para isso mesmo: ser ocupado pelas mais ricas e belas expressões artísticas e culturais de Mato Grosso. Eu conheço boa parte dessas mulheres e sei da luta por igualdade travada por elas. Nossas cortinas sempre estarão abertas para vocês”.
 
Show nacional - Ana Carolina Correia de Assis, mais conhecida como Ana Cacimba, é uma cantora, compositora, atriz, instrumentista e brincante popular brasileira. De família quilombola mineira, foi influenciada desde pequena pelos cantos de trabalho e rezos das mulheres sua família, e se posiciona como artista negra, mãe e mulher periférica.
 
A música de Ana Cacimba tem uma sonoridade bem brasileira com influências de diversos saberes populares, como a dança pernambucana cavalo marinho, o maracatu, o samba, o congado mineiro; e usufruindo da musicalidade latino-americana, como os tambores andinos e o ukulele da Ilha de Páscoa (Chile).
 
“É um prazer fazer este compartilhamento com vocês, falar da luta quilombola [...]. É muito importante que o povo negro se junte nesses momentos, principalmente nessas datas tão importantes para nossa cultura [como a Semana da Consciência Negra]. É necessário que a gente tenha representatividade. [...] Eu componho para falar de vivência rural quilombola, de vivência periférica, de vivências femininas, de negritude”.
 
O espetáculo Cura é autoral, com canções compostas antes da pandemia, mas que ganharam nova significação neste momento. “Serviu de cura pessoal, de estar ali sozinha no isolamento com uma criança, eu pensava na cura pela ancestralidade, pela fé, pela autoaceitação e autoamor”.
 
 
 
PRISCILA MENDES / Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
 
 
 
 
 

 

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