28/11/2025 09:39:00

Trump vai suspender imigração de “todos os países de 3º mundo” aos EUA

Presidente dos EUA não especificou nações que serão atingidas. Brasil faz parte do grupo de países considerados de “3º mundo”

Trump vai suspender imigração de “todos os países de 3º mundo” aos EUA - Notícias - Mato Grosso digital

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai suspender “permanentemente” a entrada de imigrantes de “todos os países do terceiro mundo” nos EUA. Em publicação nas redes sociais na madrugada desta sexta-feira (28/11), o republicano afirmou que a medida visa “permitir que o sistema americano se recupere”.

 

“Suspenderei permanentemente a imigração de todos os países do Terceiro Mundo para permitir que o sistema americano se recupere completamente”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

 

Após a Guerra Fria, o termo “países de Terceiro Mundo” passou a ser usado como uma forma pejorativa de descrever nações com economias menos desenvolvidas. Países como o Brasil são normalmente incluídos neste grupo.

 

O anúncio de Donald Trump ocorre no dia seguinte a um tiroteio nos arredores da Casa Branca que deixou uma militar morta e outro ferido. O autor dos disparos é um homem afegão que chegou aos Estados Unidos em 2021 com um visto especial destinado a afegãos que auxiliaram o governo norte-americano durante a Guerra do Afeganistão. A política foi instaurada pela gestão do democrata Joe Biden.

 

O afegão, que se chama Rahmanullah Lakanwal, continuou no país mesmo após o visto ter expirado e solicitou asilo no Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA em 2024. O pedido foi concedido em abril de 2025, já durante o governo de Donald Trump. O republicano afirmou que vai rever as autorizações.

 

“Cancelarei todos as milhões de admissões ilegais aprovadas por Biden, incluindo aquelas assinadas pelo sistema automatizado do Joe Biden, e deportarei qualquer pessoa que não seja um ativo para os Estados Unidos ou que seja incapaz de amar nosso país”, disse o republicano.

 

Trump prometeu ainda revogar a cidadania de qualquer imigrante que “prejudique a tranquilidade interna” e disse que vai deportar qualquer estrangeiro “que seja um fardo público ou um risco à segurança”.

 

“Esses objetivos serão perseguidos com o intuito de reduzir significativamente a população ilegal e disruptiva, incluindo aqueles admitidos por meio de um processo de aprovação automatizado não autorizado e ilegal. Somente a imigração reversa  pode resolver completamente essa situação”, escreveu.

 

Em um longo texto publicado na Truth Social, horas depois do Dia de Ações de Graça — um dos feriados mais tradicionais dos EUA —, Trump disse que os cidadãos americanos permitiram que o país fosse “dividido, desestabilizado, fragmentado, assassinado, espancado, assaltado e ridicularizado” por adotarem opiniões “estúpidas” sobre imigração.

 

O republicano disse que a maioria dos imigrantes que vivem nos EUA vieram de “nações falidas” e são sustentados por benefícios sociais. “Um imigrante que ganha US$ 30 mil com um green card receberá aproximadamente US$ 50 mil em benefícios anuais para sua família. O fardo dos refugiados é a principal causa da disfunção social nos Estados Unidos”, disse.

 

Revisão de “green cards” de 19 países

Mais cedo, a Casa Branca determinou uma revisão ampla de decisões migratórias tomadas durante a gestão de Joe Biden, incluindo pedidos de asilo aprovados nos últimos anos e green cards concedidos a cidadãos de 19 países classificados como “de preocupação”.

 

A porta-voz do DHS, Tricia Mclaughlin, afirmou que “todos os pedidos de asilo aprovados durante o governo Biden estão sendo reavaliados”, sob a justificativa de que a administração anterior não teria conduzido uma triagem “rigorosa” dos solicitantes.

 

A reavaliação ocorre ao mesmo tempo em que o governo Trump anunciou a suspensão, por tempo indeterminado, do processamento de pedidos de imigração de cidadãos afegãos.

 

Paralelamente, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) informou que todos os green cards emitidos para cidadãos dos 19 países considerados “de preocupação” estão sendo revisados. A lista — definida em proclamação presidencial de junho — inclui Afeganistão, Birmânia, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iêmen, Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.

 

 

Foto: Marovich/Getty Images

Por: Pedro Grigori / Metrópoles 

 

 

 

 

 

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