25/02/2026 14:56:00

Banco Central: inadimplência chega ao maior nível desde 2017

Índice total chegou a 5,5% em janeiro. No entanto, taxa é maior entre as pessoas físicas, alcançando 6,9%

Banco Central: inadimplência chega ao maior nível desde 2017 - Notícias - Mato Grosso digital

O Banco Central (BC) divulgou, nesta quarta-feira (25/2), um aumento na inadimplência referente ao crédito com recursos livres, que são negociações de empréstimos e financiamentos cujas taxas são tratadas diretamente entre bancos e clientes. A taxa chegou a 5,5%, considerada a maior desde 2017.

 

A taxa de inadimplência de 5,5% chegou ao atual patamar com o aumento de 0,2 ponto percentual no segmento de pessoas jurídicas, cujo índice ficou em 3,3%. No segmento de pessoas físicas houve estabilidade, desta forma, a taxa permaneceu em 6,9%. Esses dados contemplam as informações consolidadas em janeiro deste ano.

 

A maior taxa de inadimplência da série histórica foi verificada pelo BC em maio de 2017, quando o índice alcançou 5,9%.

 

Endividamento de famílias aumentou

Ainda conforme os números oficiais, o endividamento das famílias atingiu 49,7% ao final de 2025, um aumento de 1,3 ponto percentual em 12 meses. O comprometimento de renda avançou e alcançou 29,2% em 2025.

 

O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) totalizou R$7,1 trilhões em janeiro, o que representa uma diminuição de 0,2% no mês. O resultado está associado à redução de 1,7% no saldo da carteira de crédito às pessoas jurídicas, em contraposição ao aumento de 0,7% no de pessoas físicas, com esses estoques alcançando, respectivamente, R$2,7 trilhões e R$4,5 trilhões.

 

Juros em alta

Os juros do Brasil estão em patamares elevados. A situação tem como um dos principais fatores a taxa básica de juros da economia, a Selic. O índice está em 15%, maior nível desde 2006.

 

A política monetária restritiva teve início em setembro do ano passado, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,50% ao ano para 10,75% ao ano.

 

 

 

Foto: Reprodução/Internet

Por: Deivid Souza / Metrópoles

 

 

 

 

 

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