14/01/2021 07:25:00

Conab revisa safra de soja para baixo pela 2ª vez seguida, com queda em Mato Grosso

Agora, a entidade aposta em um potencial de colher 133,6 milhões de toneladas, mesma quantidade prevista em seu primeiro levantamento, de outubro

Conab revisa safra de soja para baixo pela 2ª vez seguida, com queda em Mato Grosso - Notícias - Mato Grosso digital

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira, 13, o seu 4º relatório de acompanhamento da safra de soja do país. Pela segunda vez seguida, a entidade revisou para baixo o volume a ser colhido na temporada. Desta vez, foi Mato Grosso quem puxou a diminuição do potencial produtivo do país e o estado já não deve mais bater seu próprio recorde.

 

Segundo a entidade, a área plantada corresponde a 38,192 milhões de hectares, 3,4% maior que as 36,949 milhões de hectares da temporada 2019/2020. Já a produtividade da safra 2020/2021 deve ficar próxima a 58,3 sacas por hectare, 4,4% maior que as 56,3 sacas da safra anterior.

 

Com isso, a produção deve atingir um total de 133,6 milhões de toneladas, 7,1% maior que a safra 2019/2020, que ficou em 124,8 milhões de toneladas. Ou seja, o Brasil quebrará o seu próprio recorde e, de quebra, se consolida como maior produtor mundial do grão, à frente dos Estados Unidos, que não deve colher mais do que 113 milhões de toneladas nesta safra, segundo o levantamento de janeiro do USDA.

 

 

Revisão para baixo

Neste 4° levantamento da entidade, ficou claro que os problemas climáticos devem mesmo restringir o potencial da safra de soja do país. Pela segunda vez seguida, a Conab revisou para baixo a expectativa de produção. Em dezembro (3º levantamento) a entidade apostava em uma produção de 134,4 milhões de toneladas, abaixo das 134,9 milhões de toneladas previstas em novembro (2° levantamento).

 

Vale a curiosidade que no primeiro levantamento da safra, realizado em outubro, a Conab previa uma produção igual a atual, ou seja, na casa das 133,6 milhões de toneladas.

 

Quem puxou a revisão para baixo

Entre todos os estados acompanhados, Mato Grosso foi o que teve sua previsão de safra mais alterada neste levantamento de janeiro. Segundo a Conab, o estado deve produzir agora um total de 35,425 milhões de toneladas, ou seja, 1,518 milhão de toneladas a menos que as 36,943 milhões de toneladas previstas em dezembro.

 

“Em Mato Grosso, o plantio terminou na segunda quinzena de dezembro, com relatos de replantio. Com isso, estima-se recuo de área semeada de aproximadamente 30 mil hectares em relação ao levantamento anterior, realizado em dezembro. Essas áreas foram destinadas para outras culturas. O volume acumulado de chuvas continua abaixo do ideal na maior parte do estado, podendo afetar o potencial produtivo da cultura”, diz a Conab.

 

Com isso, a previsão agora é que Mato Grosso não irá mais bater o recorde de produção de soja obtido na temporada passada, quando conseguiu chegar a 35,884, já que a atual representa queda de 1,3%.

 

Para e Mato Grosso do Sul também tiveram suas produções revisadas para baixo, mas a diferença nestes casos, não chega a 100 mil toneladas. Os paraenses devem produzir agora 1,861 milhão de toneladas, contra as 1,952 milhão de toneladas. Já os sul-matogrossenses podem colher 11,494 milhões de toneladas agora em 2021, contra os 11,508 de 2020.

 

Quem teve a previsão de safra elevada

Dos 19 estados acompanhados, mais o Distrito Federal, 9 tiveram suas safras revisadas para cima, somando um aumento de 864,3 mil toneladas (que, subtraindo dos 1,623,1 milhão de toneladas das revisões para baixo, resultam nos 133,6 milhões de toneladas de soja agora previstas para serem colhidas).

 

Entre os que tiveram um aumento na previsão, destaque para o Paraná que agora pode colher 20,496 milhões de toneladas, ou seja, 305 mil toneladas a mais que as 20,191 mil toneladas previstas em dezembro. Ainda assim, o estado não irá quebrar seu recorde obtido em 2019/2020, que era de 21,598 milhões de toneladas.

 

“As chuvas ocorridas neste mês contribuíram para melhorar as condições das lavouras, aumentando a produtividade estimada em relação ao último levantamento”, diz a entidade.

 

 

 

 

 

 

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