25/08/2026 08:14:00
Marcas próprias avançam 3,8x mais — e não só para quem economiza
Aumento foi 3,8 vezes maior que o acumulado do mercado brasileiro até junho de 2026, aponta NielsenIQ
Marcas próprias crescem 3,8 vezes mais que o mercado brasileiro no acumulado até junho de 2026. Com adesão especialmente entre a população de maior renda, itens produzidos por terceiros e vendidos exclusivamente por uma rede varejista ou supermercado estão ganhando espaço no carrinho.
Os dados do levantamento “PL Connection”, da NielsenIQ, apontam que 58% dos respondentes pretendem comprar mais produtos da categoria. Em 2025, as marcas próprias tiveram uma participação de 1,8% no mercado.
O destaque, no entanto, é o ritmo com o qual esse tipo de produto cresce contra as demais marcas dentro da cesta de compras. Entre janeiro e junho deste ano, o volume de vendas de marcas próprias cresceu 10,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para se ter ideia, marcas tradicionais registraram um crescimento de 0,7%.
Já quando comparado o faturamento do segmento no acumulado, marcas próprias cresceram 11,9% no mesmo período de comparação, contra 5,7% das demais opções disponíveis nas varejistas.
“Cada vez mais, esse tipo de produto tem brilhado aos olhos do consumidor, por oferecer certa exclusividade e alta qualidade, de forma a conferir a sensação de se comprar algo especializado e único. E isso vale para todos os tipos de produto”, conta o diretor de customer success do varejo na NielsenIQ, Jonathas Rosa.
Quem consome?
De acordo com Rosa, as marcas próprias se consolidaram para além de um nicho de mercado, sobretudo nas classes A e B. Hoje, elas são consumidas em 3 a cada 10 lares brasileiros, com 65% das vendas concentradas entre as 10 maiores empresas do setor no país.
O ticket médio por ocasião subiu 9,8%, aponta a NielsenIQ. A frequência de compras para essa categoria aumentou 7,2% durante o período analisado, com predominância na região Sudeste. Segundo o estudo, 56% das famílias compram esses itens em Minas Gerais, Espírito Santo e no interior de São Paulo. Na Grande São Paulo, o número é de 30,5%.
Onde são vendidos?
Autosserviço e farmácias são os canais mais importantes para as marcas próprias. No primeiro caso, onde estão incluídos os supermercados de grandes redes e hipermercados, as marcas próprias representam 50,1% em valor, acima dos 40,5% da cesta geral. Já na categoria de farmácias, marcas próprias representaram 27,2% em valor de vendas, mais do que os 16,8% no cálculo total.
Com exceção de commodities, marcas próprias cresceram em todas as categorias de produtos. O destaque são as bebidas, cujo crescimento foi de 41,2% em volume e 20,9% em valor no período analisado pela pesquisa, na comparação com o ano passado. O segundo maior destaque é Bazar, com alta de 17,7% em volume e 28,6% em valor.
Consumidores parecem preferir marcas próprias não associadas ao próprio varejista que vende o produto. 18,5% daquelas que não estampam o nome da empresa anotam crescimento, enquanto as que têm o nome da varejista reduzem vendas em 4,9%.
Por: Iuri Santos / InfoMoney
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