25/03/2020 07:47:00

Pesquisa mostra que lojas não estão preparadas para atender o público LGBT+

72% defendem que não deveriam existir propagandas para o público LGBT+

Pesquisa mostra que lojas não estão preparadas para atender o público LGBT+ - Notícias - Mato Grosso digital

Segundo o estudo de pesquisa Oldiversity®, idealizado pelo Grupo Croma, que ouviu 1.814 entrevistas quantitativas on-line, utilizando painel de internautas de 16 anos ou mais, classes ABC, distribuído pelo território nacional, com cotas desproporcionais por idade e cotas específicas, considerando gênero, raça, orientação sexual e pessoas com deficiência, o preconceito à orientação sexual é tão forte no Brasil que 33% concordam que as marcas correm risco quando associam sua imagem ao público LGBT+.

 

Pior é considerar que 72% defendem que não deveriam existir propagandas para o público LGBT+. Essa violência é um reflexo do preconceito, que por sua vez tem suas raízes na falta de informação e na ignorância. Essa realidade leva 53% a acreditarem que as empresas têm preconceito em contratar LGBT+ e 9% ou 163 dos entrevistados a acharem estranho serem atendidos por um LGBT+ em uma loja. 74% dos entrevistados afirmam que as lojas não estão preparadas para atender a esse público.

 

Se no Brasil o posicionamento ligado à diversidade começa a fazer parte da estratégia das marcas, em outros países a publicidade “friendly” já é uma realidade. Nos últimos anos, grandes marcas e até algumas mais tradicionais, como Tiffany’s e Hallmark Cards, também usaram em sua comunicação a celebração da diversidade sexual.

 

Uma fatia dos entrevistados, 36% acreditam que as empresas estão se adequando para atender às necessidades LGBT+, 31% acham que elas deveriam desenvolver produtos e serviços para esse público e 33% creem que, de alguma forma, as propagandas mostram a diversidade de gênero.

 

Um dos cases de sucesso que impactaram o mercado foi criado pela PepsiCo que trouxe para o Brasil o Doritos Rainbow com a campanha “Mais Cores. Mais Diversidade. Mais Empoderamento.” em apoio à comunidade LGBT+, o empoderamento e a inclusão de diferentes orientações sexuais na sociedade. O produto é uma edição especial e, apesar de não ser comercializado no Brasil, os paulistanos puderam fazer doações em troca do salgadinho. A verba arrecadada foi doada para a Casa 1, que acolhe membros da comunidade LGBT+, expulsos de suas casas e em situação de risco.

 

 

 

 

 

 

Comentários (0)

Escrever comentário

...enviando

Atenção! Preencha todos os campos marcados com *

Obrigado! Seu comentário foi enviada com sucesso.

Leia também

Ver todos os notícias


Cuiabá

. Umidade do ar:

04 Apr 2020

27ºC / 19ºC

05 Apr 2020

27ºC / 19ºC