28/09/2020 07:51:00

Obra de Michelangelo com beijo gay na Capela Sistina volta a ser assunto após 500 anos

Os artistas renascentistas eram cristãos, mas nem sempre estavam completamente alinhados com a Igreja Católica

Obra de Michelangelo com beijo gay na Capela Sistina volta a ser assunto após 500 anos - Notícias - Mato Grosso digital

A YouTuber Débora Aladim chamou a atenção no Twitter por ter pego recortes de pinturas do Michelangelo na Capela Sistina e colocou na legenda: “Eu simplesmente amo que o Michelangelo deixou um tanto de beijos gays escondidos no Vaticano e ninguém nunca vai poder apagar por ser um patrimônio da humanidade”.
 

Após seu comentário alcançar 40 mil curtidas e 6 mil retweets, ela desativou o perfil do Twitter devido às críticas, considerando que o artista estaria alinhado à postura da Igreja Católica na época, e que o casal mostrado poderia estar entre as almas condenadas durante o Juízo Final.
 

A professora de artes e doutora em história pela Universidade Federal de Goiás, Vanessa Clemente Cardoso, dizendo que essa é uma pergunta difícil de responder: “Não podemos falar sobre a intenção do artista por que o Michelangelo não deixou nada escrito, ele não documentou o significado das obras” – explica.
 

 

 

 

 

 

 

 

“Muito se fala, por exemplo, que Michelangelo teria tentado afrontar a igreja, colocando o homem como o centro da Criação e Adão, outro afresco da Capela Sistina, através do desenho de um cérebro (que aparece no plano de fundo da pintura). Mas, outros autores, mais famosos e reconhecidos, acreditam que era apenas um reflexo da grande paixão que o pintor nutria pelo estudo da anatomia, que estava sendo resgatado no renascimento”, exemplifica.
 

Vanessa explica que os artistas renascentistas eram cristãos, mas nem sempre estavam completamente de acordo com o alinhamento moral à cúpula do vaticano.
 

Ainda segundo a matéria do Correio Braziliense, os documentos históricos não permitem afirmar as verdadeiras intenções dos pintores do passado. No entanto, há pinturas representando homossexuais dentro do Vaticano e isso foi explorado comercialmente pela empresa italiana “Quiiky” em 2014, que criou uma rota chamada “a história não contada”.
 

O então presidente-executivo da companhia, Alessandro Virgili, concedeu uma entrevista ao The New York Times comentando sobre a pintura mencionada pela YouTuber.
 

“Por exemplo, falamos de Michelangelo. Ele era um católico devoto e ao mesmo tempo homossexual, com um sentimento constante de culpa e conflitos internos refletidos em suas obras. Quando olhamos para o ‘Juízo Final’ da Capela Sistina, nossos guias não deixam de mostrar no canto superior direito duas figuras masculinas que se beijam para celebrar a ascensão ao céu”, declarou.
 

 

 

 

 

 

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