27/09/2021 07:51:00

Brenda Lee tem história contada em musical; peça estreia dia 07 de outubro

Para a concepção do espetáculo, foram inseridas transcrições de entrevistas reais de Brenda Lee, colhidas em vídeos da internet.

Brenda Lee tem história contada em musical; peça estreia dia 07 de outubro - Notícias - Mato Grosso digital
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uma nova produção do Núcleo Experimental apresenta o musical “Brenda Lee e o Palácio das Princesas’”, de 7 de outubro a 12 de novembro, no YouTube. Com dramaturgia, letras e direção de Fernanda Maia, direção e figurinos de Zé Henrique de Paula e música original de Rafa Miranda, o espetáculo conta a história da travesti Caetana, também conhecida como Brenda Lee, que se tornou um marco na luta por direitos LGBTQIA+ no Brasil.
 
O elenco do musical conta com a presença de seis atrizes trans (Verónica ValenttinoOlivia LopesMarina MatheyTyller AntunesAmbrosia e June Weimar) e um ator cisgênero (Fabio Redkowicz). A peça trata sobre a luta das travestis nas ruas de São Paulo, a falta de oportunidades que as levam a prostituição e sobre como elas foram apoiadas por Brenda Lee.
 
 
 
Elenco do Musical “Brenda Lee e o Palácio das Princesas”
 
 
 
 
“Brenda Lee e o Palácio das Princesas” tem sua orquestra formada por Rafa Miranda (piano), João Baracho (bases), Pedro Macedo (baixo), Abner Paul (bateria) e Leandro Nonato (violão). O espetáculo conta, ainda, com preparação de atores de Inês Aranha e coreografia de Gabriel Malo. A criação do musical também é uma continuidade das pesquisas do Núcleo Experimental sobre as possibilidades de interação entre música e teatro.
 
Para a concepção da dramaturgia, foram inseridas transcrições de entrevistas reais de Brenda Lee, colhidas em vídeos da internet. “Contar a história do Palácio das Princesas é não só manter viva a memória de Brenda Lee […], mas retratar uma mulher trans protagonista em sua luta e ativismo. Com a criação deste musical, também pretendemos diversificar o grupo de artistas que trabalham com o Núcleo Experimental, empregando musicistas, atrizes, criativos e técnicos transexuais e transgêneros”, destaca a dramaturga Fernanda Maia.
 
Segundo Fernanda, o musical não é apenas para divertir, mas uma forma de arte que possibilita a reflexão e discussão da sociedade sobre a vulnerabilidade de mulheres trans e travestis. “Um espetáculo composto por atrizes transvestigêneres, sobre uma importante travesti no panorama do surgimento da AIDS e do fim da ditadura militar nos anos 80 significa colocar no centro do processo artístico criativo quem sempre esteve às margens” pontua a autora do texto do espetáculo.

QUEM FOI BRENDA LEE?
Nascida em Pernambuco, no ano de 1948, Brenda Lee foi uma militante trans dos direitos da população LGBTQIA+. Morando em São Paulo, comprou um sobrado no bairro do Bexiga e começou a acolher travestis portadoras do vírus HIV — numa época em que quase nada se sabia sobre a epidemia. Sua casa de acolhimento às pessoas trans, ficou conhecida como Palácio das Princesas.
 
 
 
Brenda Lee e Hebe Camargo 
 
 
 
 
Brenda firmou convênios com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e com o Hospital Emílio Ribas que, em conjunto, aprimoraram a forma de atender pacientes soropositivos, independente de gênero, sexo, orientação sexual e etnia.

Em 28 de maio de 1996, aos 48 anos, Brenda foi assassinada. No auge do seu projeto, ela foi encontrada com tiros na região da boca e no peitoral, no interior de uma Kombi estacionada em um terreno baldio. O crime teria sido motivado por um golpe financeiro cometido por um funcionário da casa de Brenda.

Para celebrar a sua memória e existência, em 2008, foi criado o “Prêmio Brenda Lee”, que contempla personalidades que se destacam na luta contra o HIV e prevenção do HIV.
 
 
SINOPSE 
O musical e o Palácio das Princesas traz um pouco da história de Brenda Lee, chamada de o “anjo da guarda das travestis”, ativista que fundou a primeira casa de apoio para pessoas com HIV, do Brasil. Ela tem uma pensão para travestis que, em sua maioria, vivem da prostituição. Apesar da realidade violenta em que vivem, na casa as travestis são acolhidas por Brenda, que lhes ensina a querer mais da vida.

SERVIÇO  — Espetáculo “Brenda Lee e o Palácio das Princesas”
  • De 7 de outubro a 12 de novembro
  • Sessões diárias, às 21h, pelo canal do Núcleo Experimental no Youtube.
  • Classificação indicativa: 12 anos
  • Duração: 1h40
 
 
*Nos dias 12, 13 e 14 de novembro (sexta e sábado, às 21h / domingo, às 19h) o espetáculo também será transmitido pelas redes sociais do Teatro Alfredo Mesquita e nos dias 19, 20 e 21 de novembro (sexta e sábado, às 21h / domingo, às 19h) o espetáculo também será transmitido pelas redes sociais do Teatro Paulo Eiró.
 
 
 
 
 

 

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